Buena onda en Buenos Aires

By quixotesemrumo

Agora sim, tudo mudou. Tranquilo, nos braços de uma Dulcineia tao esperada permito-me deixar a mente e o corpo sob os cuidados de uma protetora.

Há uma semana havia saído de Salta para Tucuman para a partir daí traçar os novos rumos. A angústia que, naquele momento, passou a me fazer companhia nao permitia tomar decisoes concretas ou pelo menos refletir sobre quais decisoes tomar. Entre várias possibilidades distintas de me trasportar de Tucuman à Buenos Aires acabo optando pela mais barata, ou seja, ir à pequena cidade de Termas do Rio Hondo, acampar alguns dias e de aí seguir para B. Aires. Tomo o colectivo e desço em Termas. Infelizmente os campings da regiao nao estavam apresentando valores compatíveis com os de camping. Me direciono para a regiao do terminal em busca de alguma hospedajem ou pensionato mais barato, onde no caminho conheço Andres, um malabarista argentino. Sentado em uma parede acerca de um semáforo enquanto fazia pulseiras, Andres me conta sobre seu intuito de chegar ao México fazendo artesanato e malabares. Me alegro com a loucura (ou coragem). En seguida conheço Silvio, vendedor de panchos (cachorro-quente) que todos os anos vai a Termas trabalhar durante a temporada. Após boas trocas de idéias ambos me encoragam a viajar para Santiago del Estero afim de tentar vender umas bolsas que trago e passar o chapéu enquanto toco um ou dois temas na viola. Na loucura do momento concordo e me mando para a praça da cidade seguinte onde, infelizmente, meu chapéu termina a noite vazio. Volto para Termas em busca de um possível abrigo com os novos amigos e quem sabe algumas aulas de artesania. Acabo aprendendo a limpar para-brisa no sinal e durante os três dias seguintes vou ganhando minhas moedas, centavos em centavos. Acho que agora posso entender, mesmo que minimamente, a vida do outro lado da janela. Enfim, já que estamos para viver, que vivamos de tudo. Me despeço dos amigos e sigo para o encontro com a moça.

E que encontro. Chego ao aeroporto pouco antes da nave baixar ao pátio. Vou terminando os poucos pedaços de unha enquanto ela nao aparece. Finalmente, já com a guarda baixa, vem o brilho pela porta de uma linda menina de verde. Entre caminhadas, passeios de trem e sentadas nos parques continuo a me apaixonar  a cada instante (obrigado mae pelo presente!).  

Quanto a Buenos Aires, eu entrego as cartas. Apesar de nao ser o maior dos fas das grandes cidades , essa aqui é simplesmente impressionante. Nao sei se até agora passei por algum lugar nao cheio de beleza. Entre casas coloniais, flores roxas, belas calçadas e lindos parques, a cidade vai mostrando seu encanto.

Buenos Aires – Argentina

Lucas Bezerra

2 Responses to “Buena onda en Buenos Aires”

  1. Berna Says:

    Que bueno! Provecho! beijos

  2. Pablo Pessoa Says:

    Depois quero que você me diga se viver uma coisa dessas é coisa pra quem apenas queira ou se existe um pré-requisito obscuro.

    A verdade é que eu me compadeci de um modo especial pela gaita que foi levada e resolvi musicar o poema “soneto en busón” do Carneiro. O resultado eu chamei de “sonido en busón” e cheguei a gravar o protótipo (http://www.purevolume.com/pabloong ). =]

    Té mais, cara.

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